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Especialistas discutem os desafios da reforma tributária no 3º dia do ENPF

Programação da manhã ainda contou com discussões sobre Capacidade de Pagamento

Os participantes do XIII Encontro Nacional das Procuradorias Fiscais (ENPF) vivenciaram uma oportunidade para compartilhar conhecimentos e provocações sobre perspectivas da Nova Reforma Tributária, na manhã desta quarta-feira (11).

A oficina, intitulada "A Reforma Tributária sob os holofotes: Questões Sensíveis e Desafios Atuais", foi conduzida pela Procuradora do Estado do Pará (PGE/PA) Carolina Massoud, e abordou uma diversidade de temas - como transição e impactos financeiros, compras públicas e Substituição Tributária (ST).

Temáticas

O Procurador do Estado de São Paulo (PGE/SP) Alexandre Aboud trouxe reflexões sobre transição curta, longa e impactos financeiros da Reforma Tributária. O expositor abordou os prazos de transição, com seus respectivos percentuais de incidência, e apontou algumas consequências, como a criação de fundos compensatórios. "A Reforma será positiva aos estados. Teremos, no geral, um ambiente mais seguro", concluiu.

Já a Procuradora do Estado de São Paulo (PGE/SP) Fernanda Serur trouxe reflexões sobre o Novo Regime Tributário das Compras Públicas. A expositora iniciou com uma contextualização do cenário e demonstrou o papel que os entes federativos têm de capacidade contributiva. Ao contrário de Alexandre Aboud, que finalizou sua exposição com uma visão otimista sobre o recebimento de recursos relacionados aos fundos, a procuradora destacou que, com a divisão de recursos entre os entes, haverá um cenário negativo para o ambiente das compras públicas.

A Auditora-Fiscal da Receita do Distrito Federal Nyvea Lourenço abordou a ST sobre o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A especialista iniciou sua apresentação com uma evolução histórica da ST, e apontou momentos importantes, como a criação da Lei Kandir, e a discussão junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a constitucionalidade da substituição. Com a Nova Reforma Tributária, a participante apontou impactos da legislação sobre o tema.

Para finalizar as exposições, o Procurador do Distrito Federal Vinícius Lessa abordou cinco temas de impacto relacionados ao Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD): progressividade obrigatória do imposto; unificação do critério para sujeição ativa do tributo e competência processual civil da unificação do domicílio; definição da base de cálculo na transmissão de cotas de sociedades fechadas; possibilidade de os estados e o Distrito Federal definirem prazos para consideração de doações sucessivas; e regulamentação do tributo em casos de transmissões com extraterritoriedade.

Capacidade de Pagamento

Ainda pela manhã, o Procurador do Distrito Federal Igor Fioravanti conduziu a oficina “Transação Tributária e Capag”. A atividade reuniu representantes da Advocacia Pública para debater experiências práticas e soluções relacionadas à transação tributária, além de aspectos envolvendo a Capacidade de Pagamento (Capag), instrumento relevante na gestão fiscal e na negociação de débitos com o poder público.

"Acredito que a oficina contribuiu para conhecer um pouco mais a experiência dos estados, especialmente mediante uma atuação que tem como base dados produzidos pelas tecnologias disponíveis e que podem aperfeiçoar a atividade de recuperação de ativos pela advocacia pública fiscal", destacou o Procurador Distrital.

A oficina contou com a participação do CEO da empresa Trovale, voltada a soluções tecnológicas, André Assumpção; do Procurador do Estado do Paraná (PGE/PR) Gustavo Fadda; do Procurador do Estado do Rio Grande do Norte (PGE/RN), Ênio Lins; e da Coordenadora da Procuradoria Fiscal do Rio Grande do Sul (PGE/RS), Luciana Mabilia Martins, como expositores.

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